21 dezembro 2006

Day 28 - Prolongamento

Quando os meus sentidos começaram a despertar com uma voz grossa de preto, do Mark, o meu room mate, a dizer que tinha que me levantar porque já eram onze da manhã, a minha mente entorpecida, ou o que restava dela, nem queria acreditar. A questão era que o check out do hotel já passara há meia hora atrás.
Arranjei algumas forças para me levantar e tomar um duche de água fria. Quando desci, 20 minutos depois, reparei que o átrio do hotel estava vazio, só restavam três dos chefes. Disseram que eu era o último, que tinha estado tudo à espera, que não podia ser, etc, etc, etc.
Fomos almoçar à vila, onde eu experimentei os meus primeiros Egg’s Bennedict, vulgo omelete com tosta, mas deu para retemperar umas forças.
Entrámos para o autocarro e a maior parte do pessoal tentou dormir, pois estava tudo KO.
A menor parte do pessoal agarrou-se ao resto das bebidas que tinham sobrado do dia anterior.
Adivinhem lá em que parte é que eu fiquei...
Chegados a Londres e feitas as despedidas, um bocado secas para um qualquer Latino, tipo “então até 2ª”, sem qualquer tipo de contacto físico, leia-se apertos de mão ou beijinhos, restaram três: um sueco, um inglês e um português. Já parece aquelas anedotas...
O que é que vamos fazer? Talvez continuar a beber!
Procurámos por um Pub ali perto do escritório, mas ou estava tudo fechado ou vazio. No primeiro que tinha movimento à porta foi onde decidimos entrar.
E tinha movimento porquê? Porque era um bar de strip, pois claro. Mas nós não nos importámos muito!
O esquema funcionava assim: a menina que ia fazer o show seguinte, passava de um lado para o outro em trajes mínimos, com uma caneca vazia na mão, onde cada cliente tinha que por uma Libra para assistir ao show dela.
A um dado momento e já com muitas Pints em cima e quase nehuma moeda no bolso, passa uma menina com a caneca, a quem eu entreguei os meus últimos tostões (em inglês, pénis). A menina sentiu-se muito ofendida e pegou em cinco pénis e deitou-os na cerveja que eu estava a beber, ainda ia a meio.
Espera lá sua puta que já me pagas!
Quando ela estava a actuar, olhei para um lado e outro, mas como já não via nada mesmo, decidi vingar-me: fui ao fundo do copo buscar a moedinha, fiz pontaria, atirei a moeda e zás, acertei-lhe em cheio no porta moedas que ela tinha no meio dos peitos bem dotados.
Resultado: passado uns minutos estava a ser expulso dum bar de strip, por um preto de três por três, metros, claro. Mas tudo muito civilizado, acompanharam-me à porta sem me tocarem e com o pormenor curioso de irem os dois seguranças a taparem o nariz. Devia ser de eu estar todo borradinho!
Cá fora, a uma distância segura, eu os outros dois não pudémos deixar escapar uma violenta gargalhada.
O resto da noite foram as palhaçadas habituais, que só terminaram outra vez às 6:00h, quando, em avançado estado de decomposição, me obrigaram a entrar para o táxi.

2 comentários:

Anónimo disse...

Bem, tás integrado e não é pouco, até já és expulso de um bar de strip! Vê lá se tens juízo para não seres recâmbiado para Lx de mãos a abanar. Abraço.

Catwoman disse...

merry xmas crazy T.