20 dezembro 2006

Day 27 – O Jantar de Natal

Hoje o dia de trabalho começou de modo algo diferente: o pessoal foi chegando vestindo “casual” (em inglês), levando sacolas às costas e transportando uma boa disposição pouco habitual. Respirava-se um certo ambiente festivo.
Para perto do meio dia, estava agendada uma reunião de “brainstorming”, onde o objectivo era cada um dizer de sua justiça, dizer aquilo que achava dever ser melhorado na empresa. Como é costume neste tipo de coisas, há sempre aqueles que ficam calados que nem ratos, e os outros que têm a mania que falam por eles e pelos ratos. Eu, estupidamente, incluí-me no segundo grupo. Quando dei por mim, já lançado, a ser dos que mais coisas dizia, lembrei-me que eu era apenas o mais recente ali na empresa. Toca mas é de ficar caladinho.................que nem um rato!
Por volta das 3 das tarde, entrámos no autocarro e para aí 30 segundos depois, o bar estava aberto! Cerveja, vinho, whiskey, vodka, rum, coca-cola e sumos, não faltava nada, de modo que à medida que os quilómetros iam passando, a animação ía aumentando e o equilíbrio dentro da camionete diminuindo.
Três horas depois, chegámos a Eastbourne, uma vila situada a uns 15 Km de Brighton, junto à praia e eu pensei que tinhamos chegado ao lar da 3ª idade de Inglaterra. Era só gente velha. Entrámos no hotel e o panorama mantinha-se. A média de idades situava-se nos 70 anos e era porque nós a tinhamos feito baixar drasticamente. A noite prometia...
Chegados ao restaurante, que haveria de ser também o bar e a disco, fomos brindados com a primeira surpresa da noite: a Boss e as meninas administrativas aparecem todas vestidas de Mãe Natal. Deu um toque engraçado ao ambiente.
A seguir ao jantar, e passo já para esta fase porque nem me lembro o que é que foi servido, pois para mim já pareciam 3 das manhã, foram entregues alguns prémios e foram trocados os presentes que cada um havia comprado com o valor máximo de £5.
O presente mais engraçado e mais feito à medida da noite, foi o que me coube em sorte: uma pega em forma de luva, que viria mais tarde a tornar-se a vedeta da noite, pois estive com ela posta até ao fim sempre a fazer palhaçadas à Tiago.
A dança durou até às 6 da manhã, quando os tipos do bar decidiram que já era altura de retirar da pista o único marmelo que por lá se arrastava, que, por acaso, tinha uma luva na mão...
Lá entrei para um táxi com mais uns colegas, e não querendo fazer a rábula do panasca com o taxista, inventei outra rábula que os pôs todos a rir às gargalhadas.
Quando chegamos ao hotel, comigo já mais para lá do que para cá, lembro-me que o Mark, o tipo com quem eu partilhava o quarto e que ficou com as chaves, só ía chegar no próximo táxi. Pedi ao recepcionista que me viesse abrir a porta do quarto, ao que ele anuíu.
Entrámos todos no elevador e o recepcionista pergunta-me qual o número do meu quarto, ao que eu respondo, 619. Ele contrapõe com o pormenor de que o hotel só tinha 3 andares, pelo que eu digo 519 ou 419. Foi a risota geral.
Por estas e por outras que foram acontecendo ao longo da maratona de copos de 15 horas, até aqui em Londres já sou o palhacito da corte.

1 comentário:

GoncaloCV disse...

finalmente encaixaste!! uma noite à tua medida. a partir de aqui vai ser um passo curto até à plena integração.

Abraço