Quando os meus sentidos começaram a despertar com uma voz grossa de preto, do Mark, o meu room mate, a dizer que tinha que me levantar porque já eram onze da manhã, a minha mente entorpecida, ou o que restava dela, nem queria acreditar. A questão era que o check out do hotel já passara há meia hora atrás.
Arranjei algumas forças para me levantar e tomar um duche de água fria. Quando desci, 20 minutos depois, reparei que o átrio do hotel estava vazio, só restavam três dos chefes. Disseram que eu era o último, que tinha estado tudo à espera, que não podia ser, etc, etc, etc.
Fomos almoçar à vila, onde eu experimentei os meus primeiros Egg’s Bennedict, vulgo omelete com tosta, mas deu para retemperar umas forças.
Entrámos para o autocarro e a maior parte do pessoal tentou dormir, pois estava tudo KO.
A menor parte do pessoal agarrou-se ao resto das bebidas que tinham sobrado do dia anterior.
Adivinhem lá em que parte é que eu fiquei...
Chegados a Londres e feitas as despedidas, um bocado secas para um qualquer Latino, tipo “então até 2ª”, sem qualquer tipo de contacto físico, leia-se apertos de mão ou beijinhos, restaram três: um sueco, um inglês e um português. Já parece aquelas anedotas...
O que é que vamos fazer? Talvez continuar a beber!
Procurámos por um Pub ali perto do escritório, mas ou estava tudo fechado ou vazio. No primeiro que tinha movimento à porta foi onde decidimos entrar.
E tinha movimento porquê? Porque era um bar de strip, pois claro. Mas nós não nos importámos muito!
O esquema funcionava assim: a menina que ia fazer o show seguinte, passava de um lado para o outro em trajes mínimos, com uma caneca vazia na mão, onde cada cliente tinha que por uma Libra para assistir ao show dela.
A um dado momento e já com muitas Pints em cima e quase nehuma moeda no bolso, passa uma menina com a caneca, a quem eu entreguei os meus últimos tostões (em inglês, pénis). A menina sentiu-se muito ofendida e pegou em cinco pénis e deitou-os na cerveja que eu estava a beber, ainda ia a meio.
Espera lá sua puta que já me pagas!
Quando ela estava a actuar, olhei para um lado e outro, mas como já não via nada mesmo, decidi vingar-me: fui ao fundo do copo buscar a moedinha, fiz pontaria, atirei a moeda e zás, acertei-lhe em cheio no porta moedas que ela tinha no meio dos peitos bem dotados.
Resultado: passado uns minutos estava a ser expulso dum bar de strip, por um preto de três por três, metros, claro. Mas tudo muito civilizado, acompanharam-me à porta sem me tocarem e com o pormenor curioso de irem os dois seguranças a taparem o nariz. Devia ser de eu estar todo borradinho!
Cá fora, a uma distância segura, eu os outros dois não pudémos deixar escapar uma violenta gargalhada.
O resto da noite foram as palhaçadas habituais, que só terminaram outra vez às 6:00h, quando, em avançado estado de decomposição, me obrigaram a entrar para o táxi.
21 dezembro 2006
20 dezembro 2006
Day 27 – O Jantar de Natal
Hoje o dia de trabalho começou de modo algo diferente: o pessoal foi chegando vestindo “casual” (em inglês), levando sacolas às costas e transportando uma boa disposição pouco habitual. Respirava-se um certo ambiente festivo.
Para perto do meio dia, estava agendada uma reunião de “brainstorming”, onde o objectivo era cada um dizer de sua justiça, dizer aquilo que achava dever ser melhorado na empresa. Como é costume neste tipo de coisas, há sempre aqueles que ficam calados que nem ratos, e os outros que têm a mania que falam por eles e pelos ratos. Eu, estupidamente, incluí-me no segundo grupo. Quando dei por mim, já lançado, a ser dos que mais coisas dizia, lembrei-me que eu era apenas o mais recente ali na empresa. Toca mas é de ficar caladinho.................que nem um rato!
Por volta das 3 das tarde, entrámos no autocarro e para aí 30 segundos depois, o bar estava aberto! Cerveja, vinho, whiskey, vodka, rum, coca-cola e sumos, não faltava nada, de modo que à medida que os quilómetros iam passando, a animação ía aumentando e o equilíbrio dentro da camionete diminuindo.
Três horas depois, chegámos a Eastbourne, uma vila situada a uns 15 Km de Brighton, junto à praia e eu pensei que tinhamos chegado ao lar da 3ª idade de Inglaterra. Era só gente velha. Entrámos no hotel e o panorama mantinha-se. A média de idades situava-se nos 70 anos e era porque nós a tinhamos feito baixar drasticamente. A noite prometia...
Chegados ao restaurante, que haveria de ser também o bar e a disco, fomos brindados com a primeira surpresa da noite: a Boss e as meninas administrativas aparecem todas vestidas de Mãe Natal. Deu um toque engraçado ao ambiente.
A seguir ao jantar, e passo já para esta fase porque nem me lembro o que é que foi servido, pois para mim já pareciam 3 das manhã, foram entregues alguns prémios e foram trocados os presentes que cada um havia comprado com o valor máximo de £5.
O presente mais engraçado e mais feito à medida da noite, foi o que me coube em sorte: uma pega em forma de luva, que viria mais tarde a tornar-se a vedeta da noite, pois estive com ela posta até ao fim sempre a fazer palhaçadas à Tiago.
A dança durou até às 6 da manhã, quando os tipos do bar decidiram que já era altura de retirar da pista o único marmelo que por lá se arrastava, que, por acaso, tinha uma luva na mão...
Lá entrei para um táxi com mais uns colegas, e não querendo fazer a rábula do panasca com o taxista, inventei outra rábula que os pôs todos a rir às gargalhadas.
Quando chegamos ao hotel, comigo já mais para lá do que para cá, lembro-me que o Mark, o tipo com quem eu partilhava o quarto e que ficou com as chaves, só ía chegar no próximo táxi. Pedi ao recepcionista que me viesse abrir a porta do quarto, ao que ele anuíu.
Entrámos todos no elevador e o recepcionista pergunta-me qual o número do meu quarto, ao que eu respondo, 619. Ele contrapõe com o pormenor de que o hotel só tinha 3 andares, pelo que eu digo 519 ou 419. Foi a risota geral.
Por estas e por outras que foram acontecendo ao longo da maratona de copos de 15 horas, até aqui em Londres já sou o palhacito da corte.
Para perto do meio dia, estava agendada uma reunião de “brainstorming”, onde o objectivo era cada um dizer de sua justiça, dizer aquilo que achava dever ser melhorado na empresa. Como é costume neste tipo de coisas, há sempre aqueles que ficam calados que nem ratos, e os outros que têm a mania que falam por eles e pelos ratos. Eu, estupidamente, incluí-me no segundo grupo. Quando dei por mim, já lançado, a ser dos que mais coisas dizia, lembrei-me que eu era apenas o mais recente ali na empresa. Toca mas é de ficar caladinho.................que nem um rato!
Por volta das 3 das tarde, entrámos no autocarro e para aí 30 segundos depois, o bar estava aberto! Cerveja, vinho, whiskey, vodka, rum, coca-cola e sumos, não faltava nada, de modo que à medida que os quilómetros iam passando, a animação ía aumentando e o equilíbrio dentro da camionete diminuindo.
Três horas depois, chegámos a Eastbourne, uma vila situada a uns 15 Km de Brighton, junto à praia e eu pensei que tinhamos chegado ao lar da 3ª idade de Inglaterra. Era só gente velha. Entrámos no hotel e o panorama mantinha-se. A média de idades situava-se nos 70 anos e era porque nós a tinhamos feito baixar drasticamente. A noite prometia...
Chegados ao restaurante, que haveria de ser também o bar e a disco, fomos brindados com a primeira surpresa da noite: a Boss e as meninas administrativas aparecem todas vestidas de Mãe Natal. Deu um toque engraçado ao ambiente.
A seguir ao jantar, e passo já para esta fase porque nem me lembro o que é que foi servido, pois para mim já pareciam 3 das manhã, foram entregues alguns prémios e foram trocados os presentes que cada um havia comprado com o valor máximo de £5.
O presente mais engraçado e mais feito à medida da noite, foi o que me coube em sorte: uma pega em forma de luva, que viria mais tarde a tornar-se a vedeta da noite, pois estive com ela posta até ao fim sempre a fazer palhaçadas à Tiago.
A dança durou até às 6 da manhã, quando os tipos do bar decidiram que já era altura de retirar da pista o único marmelo que por lá se arrastava, que, por acaso, tinha uma luva na mão...
Lá entrei para um táxi com mais uns colegas, e não querendo fazer a rábula do panasca com o taxista, inventei outra rábula que os pôs todos a rir às gargalhadas.
Quando chegamos ao hotel, comigo já mais para lá do que para cá, lembro-me que o Mark, o tipo com quem eu partilhava o quarto e que ficou com as chaves, só ía chegar no próximo táxi. Pedi ao recepcionista que me viesse abrir a porta do quarto, ao que ele anuíu.
Entrámos todos no elevador e o recepcionista pergunta-me qual o número do meu quarto, ao que eu respondo, 619. Ele contrapõe com o pormenor de que o hotel só tinha 3 andares, pelo que eu digo 519 ou 419. Foi a risota geral.
Por estas e por outras que foram acontecendo ao longo da maratona de copos de 15 horas, até aqui em Londres já sou o palhacito da corte.
15 dezembro 2006
Day 26 - Banalidades
Depois do trabalho e por coincidência, encontrei uns quantos colegas meus à conversa junto à entrada para o metro. Ás meninas apetecia-lhes um café e uns bolinhos. Aos meninos apetecia-lhes umas Pints. Como sempre acontece desde os primórdios da Humanidade, ganharam as meninas e fomos então para uma Boulangerie francesa, onde se pediram uns capuccinozitos, uns cházitos, e uns bolitos. Que querido!
Depois ainda ficámos um bocado à conversa na estação de metro e o assunto manteve-se o mesmo desde o “Salão das Tias” (certamente era este o nome da boulangerie): a insatisfação geral face ao regime de escravatura de que somos vítimas.
Por fim, vim para casa, que se encontrava impecavelmente limpa e com a roupa toda passada a ferro.
Comecei a preparar o meu saco para o dia seguinte, pois vamos ter o jantar de Natal da empresa no sul de Inglaterra, perto de Brighton e passamos lá a noite num hotel.
Consta que estes jantares de Natal da empresa são sempre memoráveis. Vou esperar para ver e para depois contar.
Tirei finalmente o saco de plástico da mão, limpei-a da vaselina e a coisa está um bocado pró feia (leia-se nogenta). Dez bolhas enormes, mas com ar de que dentro de poucos dias já desapareceram.
Curioso: não sinto dores, pelo que já consigo escrever no computador a duas mãos e aproveito para por em dia os Day 25 & 26.
Estavam à espera de mais uma Desventura de um Tugas em Londres? Também não pode ser todos os dias, caramba!
Depois ainda ficámos um bocado à conversa na estação de metro e o assunto manteve-se o mesmo desde o “Salão das Tias” (certamente era este o nome da boulangerie): a insatisfação geral face ao regime de escravatura de que somos vítimas.
Por fim, vim para casa, que se encontrava impecavelmente limpa e com a roupa toda passada a ferro.
Comecei a preparar o meu saco para o dia seguinte, pois vamos ter o jantar de Natal da empresa no sul de Inglaterra, perto de Brighton e passamos lá a noite num hotel.
Consta que estes jantares de Natal da empresa são sempre memoráveis. Vou esperar para ver e para depois contar.
Tirei finalmente o saco de plástico da mão, limpei-a da vaselina e a coisa está um bocado pró feia (leia-se nogenta). Dez bolhas enormes, mas com ar de que dentro de poucos dias já desapareceram.
Curioso: não sinto dores, pelo que já consigo escrever no computador a duas mãos e aproveito para por em dia os Day 25 & 26.
Estavam à espera de mais uma Desventura de um Tugas em Londres? Também não pode ser todos os dias, caramba!
Day 25 – Saga da Polícia 6 & 7
Acordo. Sinto algo estranho. Uma sensação plástica. A minha mão dentro de um saco de plástico???
Tiago, ainda deves estar a sonhar! Volta a dormir. OK.
Acordo novamente, mas a sensação plástica mantém-se, afinal não era sonho e ainda por cima dói!
Quem te mandou andares a por a mão onde não devias? És mesmo Tiago!
Vou ter que ir novamente ao hospital. Telefono a uma colega minha a pedir os números de telemóvel dos meus dois chefes, a quem, por cláusula contratual, tenho que avisar caso vá chegar atrasado. Ela só tem um dos números, de modo que lhe peço para avisar a Boss.
Telefono para ele e deixo mensagem. Depois do banho tomado de braço no ar, resolvo telefonar para a empresa para falar com a fera. Quando ela atende e eu lhe digo que vou chegar atrasado por ter que ir ao hospital, as únicas palavras que recebo são: “Tiago, não te disse já que tens que ter o meu número de telemóvel gravado e que tens que me ligar directamente a avisar? A que horas chegas aqui ao trabalho?” – Simpática, não?
Depois de me vestir a custo (experimentem vestir fato e gravata e apertar os atacadores com um saco de plástico na mão e com dores), desloco-me para o hospital de autocarro e metro, não deixando de reparar que, por qualquer motivo, eu era o centro das atenções. Is it a bird? Is it a plane? No, it’s Plastic Man!!
No hospital, para além de me porem vaselina na mão, voltam a por um saco de plástico novo. Deve ser a isto a que chamam de reciclagem!
Chego ao trabalho às 10:15 e desde aí até ao fim do dia, durante as pausas cronometradas, não fiz outra coisa senão contar a história de como me havia queimado. A cena habitual dos aleijadinhos.
Entretanto, na semana passada (que ainda a hei de escrever, prometo), tinha recebido uma chamada de um polícia, o Terry Simpson, a dizer que pretendia que eu voltasse à esquadra, para fazer o meu depoimento sobre o barrete que eu tinha enfiado com o quarto que eu paguei e que não existia. Que eu podia lá ir a qualquer dia desta semana a partir das 22:00h, que ele iria lá estar de serviço. E eu que já escrevera “O FIM” para esta saga, esqueci-me que a própria palavra “saga” implica sequelas e continuações...
Assim sendo, e depois de ir a casa por uma máquina cheia de lençóis a lavar porque as primas do meu anfitrião vão-me desalojar durante uns dias a partir deste domingo (ainda não escolhi a ponte debaixo da qual vou dormir nesses dias), lá fui eu para o meio da cidade para ir ter com o polícia.
Quando chego à esquadra, da qual já tenho cartão de cliente VIP, vou ter com a polícia de serviço que após alguns telefonemas para descobrir o Terry, chega à conclusão que ele é de outra esquadra, que não aquela. No meu tempo de espera, não conseguia tirar os olhos do folheto que estava à frente do meu nariz, com o título: “Quality of Service Commitment” – sem comentários!
Furibundo, vou para a outra esquadra, que já ficava na outra margem do rio Thames, portanto, ainda um bocado longe, aonde chego por volta das 23:30h.
O polícia, não sei se era por ter o nome Simpson, fez-me logo lembrar o Homer: gordo, careca e com ar abrutalhado.
Fui contando o caso e respondendo às perguntas do Homer, que ia escrevendo tudo à mão a uma velocidade inferior àquela que eu teria se tivesse a escrever com a mão dentro do saco de plástico!!!
Vi logo que aquilo ía ser demorado. E foi: saí de lá era uma e meia da manhã, hora a que o metro já não funciona. Toca de apanhar o táxi, que me veio a custar a módica quantia de £25 (37,50€!!!).
Chegado a casa, perto das duas da matina, havia que tirar os lençóis da máquina e pô-los no estendal, para que no dia seguinte, a empregada que contratei para por a casa impecável para as primas do Miguel, tivesse tudo pronto. Faltava ainda escrever as instruções para a empregada e deixar o dinheiro em cima da bancada. Por quatro horitas de trabalho foram só £32 (48,00€!!!!!!) e com tudo isto, deitei-me às 2:20h.Conclusão: Londres é fixe e muito barata
Tiago, ainda deves estar a sonhar! Volta a dormir. OK.
Acordo novamente, mas a sensação plástica mantém-se, afinal não era sonho e ainda por cima dói!
Quem te mandou andares a por a mão onde não devias? És mesmo Tiago!
Vou ter que ir novamente ao hospital. Telefono a uma colega minha a pedir os números de telemóvel dos meus dois chefes, a quem, por cláusula contratual, tenho que avisar caso vá chegar atrasado. Ela só tem um dos números, de modo que lhe peço para avisar a Boss.
Telefono para ele e deixo mensagem. Depois do banho tomado de braço no ar, resolvo telefonar para a empresa para falar com a fera. Quando ela atende e eu lhe digo que vou chegar atrasado por ter que ir ao hospital, as únicas palavras que recebo são: “Tiago, não te disse já que tens que ter o meu número de telemóvel gravado e que tens que me ligar directamente a avisar? A que horas chegas aqui ao trabalho?” – Simpática, não?
Depois de me vestir a custo (experimentem vestir fato e gravata e apertar os atacadores com um saco de plástico na mão e com dores), desloco-me para o hospital de autocarro e metro, não deixando de reparar que, por qualquer motivo, eu era o centro das atenções. Is it a bird? Is it a plane? No, it’s Plastic Man!!
No hospital, para além de me porem vaselina na mão, voltam a por um saco de plástico novo. Deve ser a isto a que chamam de reciclagem!
Chego ao trabalho às 10:15 e desde aí até ao fim do dia, durante as pausas cronometradas, não fiz outra coisa senão contar a história de como me havia queimado. A cena habitual dos aleijadinhos.
Entretanto, na semana passada (que ainda a hei de escrever, prometo), tinha recebido uma chamada de um polícia, o Terry Simpson, a dizer que pretendia que eu voltasse à esquadra, para fazer o meu depoimento sobre o barrete que eu tinha enfiado com o quarto que eu paguei e que não existia. Que eu podia lá ir a qualquer dia desta semana a partir das 22:00h, que ele iria lá estar de serviço. E eu que já escrevera “O FIM” para esta saga, esqueci-me que a própria palavra “saga” implica sequelas e continuações...
Assim sendo, e depois de ir a casa por uma máquina cheia de lençóis a lavar porque as primas do meu anfitrião vão-me desalojar durante uns dias a partir deste domingo (ainda não escolhi a ponte debaixo da qual vou dormir nesses dias), lá fui eu para o meio da cidade para ir ter com o polícia.
Quando chego à esquadra, da qual já tenho cartão de cliente VIP, vou ter com a polícia de serviço que após alguns telefonemas para descobrir o Terry, chega à conclusão que ele é de outra esquadra, que não aquela. No meu tempo de espera, não conseguia tirar os olhos do folheto que estava à frente do meu nariz, com o título: “Quality of Service Commitment” – sem comentários!
Furibundo, vou para a outra esquadra, que já ficava na outra margem do rio Thames, portanto, ainda um bocado longe, aonde chego por volta das 23:30h.
O polícia, não sei se era por ter o nome Simpson, fez-me logo lembrar o Homer: gordo, careca e com ar abrutalhado.
Fui contando o caso e respondendo às perguntas do Homer, que ia escrevendo tudo à mão a uma velocidade inferior àquela que eu teria se tivesse a escrever com a mão dentro do saco de plástico!!!
Vi logo que aquilo ía ser demorado. E foi: saí de lá era uma e meia da manhã, hora a que o metro já não funciona. Toca de apanhar o táxi, que me veio a custar a módica quantia de £25 (37,50€!!!).
Chegado a casa, perto das duas da matina, havia que tirar os lençóis da máquina e pô-los no estendal, para que no dia seguinte, a empregada que contratei para por a casa impecável para as primas do Miguel, tivesse tudo pronto. Faltava ainda escrever as instruções para a empregada e deixar o dinheiro em cima da bancada. Por quatro horitas de trabalho foram só £32 (48,00€!!!!!!) e com tudo isto, deitei-me às 2:20h.Conclusão: Londres é fixe e muito barata
13 dezembro 2006
Day 24 – A actualização pode esperar
Hoje saí mais ou menos cedo do trabalho e logo pensei: quando chegar a casa vou-me preparar a mim próprio um jantarzito sopimpa e depois das minhas leituras obrigatórias que trago do escritório (dois capítulos diários do livro “Selling the Wheel”), vou aproveitar para finalmente por o blog em dia.
Quando entrei em casa, lembrei-me que, de manhã, tinha deixado uma máquina da roupa a lavar.
Abri a porta da máquina, que continha todo o tipo de roupa e de todas as cores e tive a primeira surpresa da noite: algumas peças de roupa originalmente brancas, estavam cor de rosa! Camisolas interiores, uma camisa e........ duas toalhas do meu anfitrião!!! Barraca!
Disse-me depois o Miguel que não havia problema, pois as toalhas haviam sido inadvertidamente trazidas de um qualquer hotel.
Depois comecei a preparar o jantarzito sopimpa que, na verdade, não era mais do que uma embalagem trazida do supermercado de “Five mushroom stroganoff with rice and caramelised onions”, que é só por no forno e fica pronto a comer.
Enquanto o pitéu aquecia, recebi uma chamada que muito me agradou e que me deixou com a cabeça um bocado na lua, mas mais pormenores não vou revelar...
Quando o strogonoff estava pronto e eu ainda algo aéreo, fui tirá-lo do forno, já a salivar com o cheirinho que emanava e eis que solto um berro de dor estridente: tinha-me esquecido da pêga da pega e por isso queimei-me violentamente na mão esquerda. Muito inteligente, sim senhor!
Telefonei imediatamente ao Doc a pedir conselhos e este disse-me para por a mão debaixo de água fria e depois ir ao hospital.
Enquanto refrescava a mão queimada, com a outra mão ía comendo o delicioso prato.
Como as dores não paravam de aumentar, decidi cumprir a segunda parte dos sábios conselhos do Doc e dirigi-me para o hospital.
Aqui chegado, tive que dar os meus dados à recepcionista, para depois esperar uma meia hora para ser atendido.
O correctivo aplicado foi uma data de creme por cima das queimaduras e um saco de plástico a cobrir a mão, para o creme não sujar a roupa. Tratamento hi-tech!
De modo que escrevo estas linhas apenas com o indicador direito e a outra mão enfiada num saco de plástico. Por este motivo, a actualização dos Day 13 ao Day 23, por ter muito para ser escrito, vai ter que esperar. Mas vou tentar recuperar rapidamente. A mão e o blog.
Quando entrei em casa, lembrei-me que, de manhã, tinha deixado uma máquina da roupa a lavar.
Abri a porta da máquina, que continha todo o tipo de roupa e de todas as cores e tive a primeira surpresa da noite: algumas peças de roupa originalmente brancas, estavam cor de rosa! Camisolas interiores, uma camisa e........ duas toalhas do meu anfitrião!!! Barraca!
Disse-me depois o Miguel que não havia problema, pois as toalhas haviam sido inadvertidamente trazidas de um qualquer hotel.
Depois comecei a preparar o jantarzito sopimpa que, na verdade, não era mais do que uma embalagem trazida do supermercado de “Five mushroom stroganoff with rice and caramelised onions”, que é só por no forno e fica pronto a comer.
Enquanto o pitéu aquecia, recebi uma chamada que muito me agradou e que me deixou com a cabeça um bocado na lua, mas mais pormenores não vou revelar...
Quando o strogonoff estava pronto e eu ainda algo aéreo, fui tirá-lo do forno, já a salivar com o cheirinho que emanava e eis que solto um berro de dor estridente: tinha-me esquecido da pêga da pega e por isso queimei-me violentamente na mão esquerda. Muito inteligente, sim senhor!
Telefonei imediatamente ao Doc a pedir conselhos e este disse-me para por a mão debaixo de água fria e depois ir ao hospital.
Enquanto refrescava a mão queimada, com a outra mão ía comendo o delicioso prato.
Como as dores não paravam de aumentar, decidi cumprir a segunda parte dos sábios conselhos do Doc e dirigi-me para o hospital.
Aqui chegado, tive que dar os meus dados à recepcionista, para depois esperar uma meia hora para ser atendido.
O correctivo aplicado foi uma data de creme por cima das queimaduras e um saco de plástico a cobrir a mão, para o creme não sujar a roupa. Tratamento hi-tech!
De modo que escrevo estas linhas apenas com o indicador direito e a outra mão enfiada num saco de plástico. Por este motivo, a actualização dos Day 13 ao Day 23, por ter muito para ser escrito, vai ter que esperar. Mas vou tentar recuperar rapidamente. A mão e o blog.
06 dezembro 2006
Intervalo
Devido a presenca dos amigos em Londres e da consequente falta de tempo, apenas na segunda feira, dia 11, sera feita a actualizacao do blog.
Voltem, pois ha muito a contar...
Voltem, pois ha muito a contar...
Subscrever:
Mensagens (Atom)
