30 novembro 2006

Day 12 – Escravatura Branca

Celebram-se agora em Inglaterra, os 200 anos do fim oficial da escravatura neste pais.
O Primeiro Ministro Tony Blair fez um discurso, a proposito da ocasiao tao assinalavel, em que essencialmente condenava qualquer tipo de situacao de escravatura, passada ou presente, lamentava a ocorrencia oficial da mesma ate 1806, mas como bom ingles que e, em nenhum segundo pediu desculpa aos povos negros pelos anos a que foram sujeitos a todo o tipo de tratamento indigno de seres humanos.

Para que nao haja margem para duvidas, sou totalmente contra todo e qualquer tipo de escravatura.
Dito isto, sinto-me a vontade para dizer que nao concordo com aqueles que acham que se devem pedir desculpas em nome de uma nacao, por actos praticados seculos atras, contra racas, credos, sexos, etc, pois estariamos a entrar na pescadinha de rabo na boca, em que todos os paises teriam que pedir desculpas por algo. E quem seria o primeiro?

Mas este assunto veio-me a cabeca, nao para reflectir sobre as razoes e implicacoes da escravatura, mas sim, por eu me achar vitima de escravatura branca.

Ja vos falei que entro as 8:00, so tenho uma hora para almoco da qual metade passo a trabalhar, so tenho dois intervalos de 10 minutos, sendo que o da tarde foi conquistado ha 3 semanas atras pelos meus colegas, e nao tenho horas de saida. Para agravar ainda nos mandam trabalhos para casa, com umas leituras obrigatorias.
Sr. Blair, olhe que a escravatura ainda nao acabou, pa!

Day 11 – Saga da Policia: The End

Depois de um dia de trabalho extenuante, terminado as 19:30h, desloco-me a esquadra da policia pela quinta vez.

Quando chego, tenho que esperar que um negro algo efeminado, vulgo rabeta, acabe de fazer a sua participacao a policia. Como nao tinha nada para fazer e a acustica da sala era boa, mesmo para um surdo como eu, pus-me a ouvir a conversa do tipo, ja que a policia de servico estava claramente a conter o riso. Coitadito! Entao nao e que o rapaz tinha sido abusado e logo por uma mulher? Nao ha direito! Deus da nozes a quem nao tem dentes.

Chegou a minha vez e, fiz logo questao de mencionar que era a quinta vez que la ia e que de la nao sairia sem o relatorio ficar feito. A mulher, desta vez, foi paciente, foi fazendo as perguntas que tinham que ser feitas e foi tomando as suas notas muito profissionalmente. Os elementos que me iam sendo pedidos, ja os tinha todos numa pastinha, os quais foram todos fotocopiados.
Ficou, assim, finalmente, feita a queixa na policia. Nao que eu esteja a espera que consigam descobrir quem me burlou, mas foi uma maneira de por para tras das costas este triste episodio da minha estadia em Londres.

O curioso e que quando deixava a esquadra, dei por mim a pensar: “Olha! Afinal tambem eu fui abusado por uma gaja e nem sequer gozei!!!”

28 novembro 2006

Day 10 – Uma boa noticia

Parece que o S. Pedro nao gostou muito que eu tivesse referido a dita cuja dele, pois hoje de manha brindou-me com uns salpicos de chuva. Mas nada que me obrigasse a usar o umbrella. O meu blusao com capuz tem servido para as encomendas.

Tive hoje uma boa noticia: a concretizacao do que ja se desenhava ha alguns dias, mas que so agora se confirmou – a vinda a Londres de tres bons amigos, a Tecas, o Miguel e o Vilela, para passarem ca uma semanita.
Para que esta feliz ocasiao se tenha proporcionado, muito contribuiu, mais uma vez, o meu anfitriao ausente, o Miguel, pois autorizou a estadia deles na sua casa, fazendo-os poupar umas significativas Pounds. Como nunca e demais: obrigado Miguel!

A Tecas e a sua empresa de organizacao de eventos, a TPO, que quase rivaliza com a minha propria, a OTM (para quem nao sabe: Organizacoes Tiago Mariz), ja pos maos a obra para que a semana seja bem preenchida de idas aqui e acola, de certeza sempre pelos melhores precos, quica ate de borla.

Um programa que ja esta mais ou menos alinhavado, mas pela Margarida, e uma ida a um mercado daqueles tipicos de Londres, onde se compra de tudo e mais alguma coisa por bons precos, seguida de uma visita a Tate Modern. Consta que esta ultima e uma experiencia a nao perder de todo.

Outro programa, este agora tratado pelos boys, para o qual ja foram adquiridos os direitos de entrada, vulgo bilhetes, e uma ida a Stanford Bridge, para ir ver o Mourinho, perdao, o Chelsea-Levski de Sofia.
Para que tenham uma ideia do custo de vida desta cidade, os bilhetes custaram £45 cada, ou seja, cerca de 68,00€, PORRA!!!

Mas nao tenho duvidas que sera uma experiencia inesquecivel, estar num estadio ingles e sentir a emocao, a intensidade e a vibracao com que os supporters vivem um jogo de futebol. E nos vamos estar la! E nao me esquecerei de levar a bandeira de Portugal, assinada pelo pessoal amigo. Fiquem atentos a TV, pois pode ser que eu apareca a agita-la freneticamente (nada de segundos sentidos, por favor).

27 novembro 2006

Day 9 – Um dia banal

De que e que se fala, quando nao ha assunto para falar?
Como o tempo costuma ser o recurso comum nestas ocasioes, e dele que vou falar.
Constou-me que o tempo aqui em Londres era sempre a chover, ou com o ceu cinzento.
Posso-vos dizer, que desde que cheguei, apenas por uma vez andei munido de guarda-chuva e mesmo assim nao tive necessidade de o usar. So num ou dois dias e que apanhei para ai umas 7 gotas e meia de chuva, que devia ser o S. Pedro a sacudi-la.
Ate o sol tem aparecido de vez em quando, para afastar os tons cizentos que caracterizam a cidade.

Agora mais curioso ainda, e que a temperatura tem subido do dia para a noite, encontrando-me eu, as horas a que escrevo estas linhas (21:40), de camisa e blusao.

Constou-me que ai por terras lusas, tem caido o Carmo e a Trindade, com chuvadas, cheias e inundacoes. Sera que houve uma mudanca cosmica qualquer, que trocou os climas dos dois paises? Nao querendo parecer egoista, confesso que nao me importaria nada com isso, agora que vou fazer daqui a minha home.

De resto, o dia foi tao banal, que nao ha mais nada a contar. Certamente, muitos outros dias banais ocorrerao, mas vou tentar trazer sempre um qualquer assunto a baila.

26 novembro 2006

Day 8 – Almoco de boas vindas

O telefone de casa toca, o que me faz acordar sobressaltado.
Era a Margarida, amiga do Miguel, que simpaticamente se disponibilizou para almocar comigo, para eu ficar a conhecer mais alguem aqui no estrangeiro.
Levou-me a um sitio giro, que tem uma mistura estranha de restaurante tailandes e um pub ingles.

Sentamo-nos a mesa, e a empregada disse-nos que as bebidas tinhamos que as ir buscar ao pub, pelo que eu me levanto para as ir buscar e pagar, quando me apercebo que me tinha esquecido da carteira em casa. Bonito! Que bela impressao com que a Margarida vai ficar de mim!

Tirando esta minha gaffe, a comida estava boa, a conversa fluiu e a companhia foi deveras agradavel, durante as mais de tres horas que la estivemos.

Obrigado Margarida.

Day 7 – Historia a Tiago

Acordo ressacado e vou as compras para casa. Vou para o Galeao para ver o Portugal-Georgia em Rugby e depois vou para um Cyber Space para escrever os meus posts.
Os Cyber Spaces aqui em Londres parecem cogumelos, ha-os em toda a parte e estao sempre cheios, deve ser uma mina, esta sempre a pingar!

Volto para o Galeao para ver o Benfica a ganhar ao Maritimo e deixo-me por ali a beber umas belas Super Bock.
Perto das 10h, e ja bem aceso, decido levar a minha carcaca para o centro de Londres para ver as vistas.
A rabula e a mesma, vou percorrendo as capelinhas e metendo conversa aqui e ali.
Conheco umas miudas giras, que dao alguma bola, mas nao aquela que eu queria...

Perto das 3h e ja bastante grosso, ponho-me a caminho de casa. Aqui chegado, no momento em que abro a porta do predio, ha um gajo que entra comigo.
Eu digo-lhe que ele nao pode entrar, ao que ele me responde que esta numa festa no res do chao. “Se me levares para a festa, eu deixo-te entrar no predio”, disse-lhe eu. E la fui eu para a festa do meu vizinho, que tinha a casa completamente de pantanas, com garrafas, latas, cigarros, etc., tudo espalhado pelos cantos da casa, e os convivas, ainda mais grossos do que eu, arrastavam-se por ali.

Como ja nao havia cerveja, fui buscar algumas a casa, o que gerou logo uma onda de simpatia para comigo, que se prolongou ate as 5:30 da manha.
Aqui sim, diverti-me bastante, mas claro que nao me ofereci para ajudar a limpar a casa no dia seguinte.

Day 6 – A primeira saida a noite

Fiz o meu intervalo para fumar as 16:13. A Boss veio logo avisar que o intervalo so pode ser das 16 as 16:10! Ate parece Portugal.
Fiquei a saber que os nao fumadores nao tem direito a intervalo. Como diria o Asterix: estes bifes sao loucos!”
Tenho colegas que comecaram a fumar so para terem intervalo.

As sextas feiras o trabalho acaba as 17:00 e fomos todos para o Pub beber uma jola.
A seguir, fui logo tentar apanhar o metro para casa, mas como toda a gente deve sair a mesma hora, so consegui entrar para o sexto metro que passou.
Dentro do metro passa-se algo curioso: junto as portas parece que estao todos como sardinhas em lata; no espaco entre as portas, o pessoal vai a vontade, a ler jornais, e o pessoal ca fora a tentar entrar para as carruagens.

Chego a casa e comeco a fazer uns telefonemas para ver se arranjo companhia para a night. Ninguem esta disponivel, por isso faco-me a vida sozinho, logo as 6 da tarde.
Consigo beber o meu primeiro cafe decente, num restaurante italiano, claro.
Vou saltando umas capelinhas e em cada uma delas vou bebendo uma half a pint.
Vou metendo conversa com esta ou com aquele, mas so os ebrios se mostram amigaveis, va se la saber porque.

Por volta das 11h, ja com algum fogo no rabo, dou por mim na zona de Liverpool Street.
A esta hora os Pubs fecham, tem que se passar para os bares, onde me ponho a dancar no meio dumas badalhocas bebedas.
A uma da manha, hora de fecho de alguns bares, e apos mais umas quantas pints, o badalhoco bebedo sou eu.

E agora como e que vou para casa se nem faco ideia onde estou? O metro ja nao ha. Os autocarros nao domino. O taxi ia custar-me 30 Libras. So me resta uma solucao: vou a pe!
Depois de andar uns bons quilometros, aumentados pelos esses da minha trajectoria, chego por fim a um ponto central onde peco ajuda para apanhar o bus certo. Ha dois gajos que dizem que vao para a mesma zona que eu e que me indicarao onde eu devo sair.
Como estava com o grao na asa, adormeci no autocarro, mas os tipos acordam-me a tempo.

Com as voltas todas que dei, cheguei a casa quase as 4 da matina! E sozinho, porra!!!

Day 5 – Tudo ao contrario

Agora que ja comeco a dominar os transportes para o trabalho, a coisa ja se faz mais facilmente. O problema ainda e atravessar as ruas. Olho primeiro para que lado mesmo? E isso e as portas a dizerem Push. Estes gajos e tudo ao contrario!

Na minha pausa da manha, apos fumar o meu segundo cigarro consecutivo, dou por mim a pensar que quando ja estiver em velocidade de cruzeiro no trabalho, que vou gostar de o fazer.
Fiquei entretanto a saber que todas as sextas ao fim da tarde, vou ter reuniao de empresa no Pub da esquina. E eu que nao gosto nada destas coisas...

Tambem o Jantar de Natal ja esta marcado para dia 15 de Dezembro, num hotel em Brighton!
Vou-lhes mostrar como se bebem as pints de penalty!

Fui almocar meia hora mais tarde do que o meio dia e cheguei eram 13:07. Imediatamente, telefona-me a Boss a dizer que eu tinha que ter almocado entre as 12 e as 13. Fuck you, pensei logo, mas acabei por dizer: “I’m really sorry, Boss, let me kiss your ass”.

A noite voltei a esquadra e quando parecia que a coisa ia avancar finalmente, eis que o cop me diz que falta a porra do codigo postal da rua onde a ladra levantou o dinheiro, portanto, ainda vou ter que la voltar, vamos a ver quantas mais vezes.
E ainda dizem mal da nossa policia.

Foi aqui que decidi comecar a escrever as minhas desventuras em Londres.

Day 4 – A Deusa

O meu amigo Miguel, que esta com o pe partido, vai para Lisboa, talvez so voltando no ano novo. Fiquei so, portanto, em casa de alguem que mal me conhece. Obrigado pela confianca, Miguel.

Tudo comecou quando em Outubro ele, no aviao que me trouxe a Londres para a entrevista, me emprestou o jornal para eu ler. Quando lhe devolvi o jornal no final da viagem, trocamos umas palavras e logo descobrimos que os nossos irmaos foram vizinhos e amigos em Angola. Este mundo e pequeno mesmo!

Depois de mais um dia duro de aprendizagem, fui para o Galeao ver o Sporting a jogar com o Inter, juntamente com os habitues da tasca, os quais ja os cumprimento a todos como se os conhecesse ha anos, incluindo a D. Manuela que ja me convidou para ir comer umas iscas a casa dela.

A Ana, dona do Galeao juntamente com o Toni, mostrou-me umas fotos da filha canhao dela, modelo de profissao, que me deixaram de queixo caido e com alguma baba a querer escapar do canto da boca. Definitivamente vou ter que voltar ao Galeao muitas vezes, para ver se conheco aquela deusa.

Day 3 – Saga da Policia III

Problemas no metro. Chego 12 minutos depois das 8:00. A chefe diz-me logo que tenho que telefonar a avisar que estou atrasado. Aqui nao se brinca!

Na hora de almoco, apos telefonar para a empresa da ladra onde ninguem ouviu falar no nome dela, Melisa Stevensen, vou pela terceira vez a esquadra e desta vez dizem-me que tenho que saber se o dinheiro foi ou nao levantado, porque se tiver sido e um problema da policia portuguesa!!! Ah grande British Police! Estou a comecar a dar em doido.

Como e dia de Champions League, vou ao Galeao ver o Benfica espetar tres aos coxos dos dinamarqueses.

Day 2 – Trabalho Novo

Para ir para o trabalho, tenho que apanhar um autocarro, depois meter-me no tube e ainda ter que andar uns 10 minutos.
Sou recebido pela chefe, que e uma indiana podre........ de gira e de boa. Que azar: e ela que me vai dar umas licoes, perdao, a formacao.
Sou apresentado a todo o pessoal. Miudas giras so praticamente a chefe, portanto nao vai ser aqui que me vou safar.

Fico logo a saber as regras da casa:
- Horario das 8:00 as 18:00(???)
- 2 intervalos de 10 minutos cada para fumar: um as 10:15 e o outro as 16:00.

O trabalho e sempre a abrir, nao ha tempo para descansos.
Almoco: uma sandes manhosa e uma coca-cola. O preco nao digo, que aqui e tudo exorbitante, vou ter que comecar a trazer umas sandes de casa!

No fim da jornada volto a esquadra da policia: agora dizem-me que tenho que telefonar para o suposto emprego da gaja. Sera que ela/ele alguma vez trabalhou la? Eu aposto que nao.

25 novembro 2006

Day 1 – A banhada

Apos uma noite bem dormida na cama insuflavel, eu e o Miguel, fomos a morada da casa cujas chaves ainda nao tinham chegado. Procuramos e procuramos, andamos de um lado para o outro, perguntamos as pessoas da zona e, surpresa das surpresas, nada! Nao existia nenhum numero 75 da St. James’s Street. Grande banhada!!!
Nao posso dizer que nao estava ja a espera, mas a desilusao foi grande, pois ainda tinha a esperanca de ter havido um atraso na entrega das chaves.

Percebi entao que tinha sido um grande otario e por isso dirigi-me a esquadra da policia. O tipo que me recebeu, muito simpatico, informou-me que o sistema informatico estava em manutencao, pelo que eu teria que voltar noutro dia.

Isto e que foi entrar com o pe errado.

Decidimos ir almocar a uma tasca portuguesa, com certeza, onde comi o meu primeiro English Breakfast, que tem feijao, salsicha, bacon, ovo estrelado, cogumelos, tomate cozido e tostas com manteiga. Not bad at all!

Depois fomos passear um pouco em Oxford Street, em que pareciamos um casalinho de namorados! Eu explico: o Miguel esta de muletas, pelo que eu passei o dia a abrir-lhe as portas, a puxar-lhe as cadeiras, a acender-lhe os cigarros, etc. So nao o pus a mijar, claro esta!

Fomos entao para casa ver jogos de futebol ingles e eu comecei a fazer os preparativos para o meu primeiro dia de trabalho.

Day 0 – Chegada

Acordo as 2 da tarde com uma ressaca brutal, sem perceber porque! A Maezinha ja estava preocupada a pensar que eu ia perder o aviao.

Almoco com os meus Pais a minha ultima refeicao portuguesa, apos a qual me levam ao aeroporto.

Ali chegado, despeco-me dos meus Pais. A minha Mae nao conseguiu conter umas lagrimazitas, o que tambem me emocionou.

Entretanto, recebo uma chamada do meu amigo de Londres, o Miguel, que havia conhecido aquando da minha ida a entrevista aquela cidade. Ele diz-me que as chaves da casa que eu tinha alugado e pago pela internet, que era suposto serem enviadas para casa dele, nao tinham chegado a hora combinada. Estranhei, mas pensei tratar-se de um simples atraso no servico de entrega.

No Free Shop compro dois pacotes de cigarros, pois este vicio sai muito caro em Londres, e dois adaptadores de corrente electrica: um para o despertador e outro para o carregador de telemovel.

Quando chego a Londres, fui deixar as malas em casa do Miguel em Notting Hill, pois as chaves da minha casa teimavam em nao aparecer. Comeca a cheirar mal...

Depois, sigo directo para a tasca Galeao, onde os Tugas se reunem para ver a bola.

Como um belo franguinho assado acompanhado dumas Super Bock evejo o meu Benfica perder com o Braga, para meu grande desgosto. O dia esta mesmo a correr mal!

O Miguel, muito simpaticamente, convida-me para dormir em casa dele, numa cama insuflavel super confortavel, colocada de improviso no meio da sala.

23 novembro 2006

Day -1 Despedida

09:30 - Acordo em sobressalto a pensar que e o ultimo dia em Lisboa e ainda tanta coisa por fazer. Nao vou conseguir de certeza!

Comeco por tentar terminar finalmente as arrumacoes dos imensos caixotes trazidos da casa de Carnaxide, que me tem dado cabo da cabeca nas ultimas semanas, mas sobretudo da cabeca da minha Mae, por pensar que eu ia deixar-lhe a casa de pantanas antes de me ir embora.

15:30 – Terminei!!! Agora ja so falta ir a empresa, acabar de organizar a jantarada de logo a noite e......... fazer a mala para um mes.

17:00 – Chego a casa e ponho-me logo a fazer telefonemas e a enviar emails, para aqueles que ainda nao confirmaram a ida ao jantar.

18:00 – Comeco a fazer a malita que tenho que deixa-la pronta ate as 21:00, pois amanha a ressaca nao me vai permitir ter cabeca para isto.

21:00 – O stress esta ao rubro. A mala esta pronta e a abarrotar pelas costuras. Agora e tempo de me por girinice para a Farewell Party.

21:15 – A minha boleia ja chegou. Vamos a eles, carago!

21:30 – Chego aos Meninos do Rio. A malta comeca a chegar e eu logo a cravar 20 paus, antes sequer de os cumprimentar. O stress esta no maximo.

O jantar vai decorrendo em ritmo de bolinha de neve, com as canecas e a sangria a jorrarem em catadupa. Neste momento ja estou mais relaxado. A coisa promete...

Sao-me oferecidas umas lembrancas que muito me emocionaram (snif, snif): uma bandeira de Portugal, uma camisola da Seleccao, ambas cheias de dedicatorias, e um album de fotos de muitos bons momentos passados entre amigos.

Seguimos para o BBC, com a visao ja muito turva, situacao que piora com a rodada de shots que me custou os olhos da cara.

Depois, do pouco que me lembro, foi muita euforia, muitos beijinhos, muitos abracos, muitos desejos de felicitacoes e muitas despedidas.

Gostei muito desta noite, de estar com os amigos numa ocasiao tao especial para mim. Obrigado a todos.